sábado, 27 de outubro de 2012

Essência

Da vida não quero nada
Só busco a diversão em cada parada
Viajando e observando a estrada
Vejo o que me acontece
Ah vê se me esquece
No fundo queria me por em gavetas
Seguir uma tendência sem carência
Vivemos tanto para morrermos sozinhos
Sem angústia nem cantinhos

As merdas foram essenciais
Como ações experimentais
Que demais 


Sinto que sou o problemático
Tático ou prático
A raiva que em mim explode
É equivalente ao ódio que me fode
A morte é solução pro homem
A espera da sorte os consomem
Exibição de corpos estranhos
É duro ver em meus olhos castanhos

As merdas foram essenciais
Como ações experimentais
Que demais 


Às vezes quero algo que não posso ter
O perigo e a dificuldade é o que me faz querer
Sou um marginal
Tenho minha essência e não pago pau 

Negritude

Meu cabelo é de pixaim
Me chamam de neguin
Simbolo de raça e resistência
Apesar de você não gostar da aparência
Preconceito ,discriminação
Existem contra mim
Luto pro meus direitos ate o fim
Tenho que ta arrumadinho
Todo engomadinho
Porra eu não sou branquinho

Eu sou preto
Cria de rua
Vindo do gueto

Meu espaço quero voltar
Sistemas de cotas em qualquer lugar
Eu vim de um navio negreiro 
Cor queimada som o  sol praieiro 
Lutando por espaço 
Horando e lutando por meus traços 
Superando seu preconceito 
Vivendo sempre num caminho estreito


Eu sou preto
Cria de rua
Vindo do gueto

O que minha pele influi ?
Se a sabedoria é que nos conduz