terça-feira, 13 de setembro de 2016

O Que Meu Corpo Abriga

Eu realmente não sei que sinto agora
Nessa noite fria de inverno
Hiberno nessa dúvida mortal
Sou humano ou um irracional
Entre o ser e o querer ser
Eu quero fugir
Abandonar tudo
Mas sou tão jovem....
Com tantas incertezas
Me derramo
Inflamo !
Procurando um caminho a seguir
Tenho tanta gente que me sinto só
Talvez eu queira abraçar o mundo
Brindar porque estou vivendo por um segundo
Certeza ?
Só da felicidade
Estou vivendo a melhor idade
Melhor momento
Urgh
Não aguento
Lamento lamento
Não vejo a hora de voltar pra casa
Casa que tem sentimento
Acolhimento
Sai tormento

Bate
Mas bate forte coração
Não quero sorte
Só quero que acabe
Vou por ai..
Encontrando meu norte



Não sei o que quero
Não me desespero
A resposta está dentro de mim
Espero....
Amor romântico século XIX
Monogâmico ?
Quero que você me prove .....
Não mude de opinião, eu sou assim
Eu sou eu mesmo assim
Largo o que tenho
Pelo experimento
Eu amo e amo de verdade
Eu quero ,quero irmandade
Quero você na simplicidade
Mas já não o que meu corpo quer
Talvez crescer
Sou a versão nova de uma velha história
Enclausurado  no meu quarto de reflexão
Onde eu deva ter sempre razão
Mas como diz Cazuza
Que eu toda poesia me acusa
Solidão que nada....

Bate 
Mas bate forte coração
Não quero sorte 
Só quero que acabe 
Vou por ai..
Encontrando meu norte
Fale o que quiser
Seja o que vier
Ache o que puder
Só não duvide do que ta dentro do peito
Vejamos o que os ventos fazem com nossas vidas....