Entre o Fôlego e o Laço
fui longe além do ponto onde o fôlego sustenta o nome onde o eu ainda se reconhece o mar cresceu dentro de mim deixou de ser campo para se tornar excesso por um instante não havia volta o fôlego faltou o corpo cedeu afundava mas algo me devolvia como se o fundo não fosse destino afundar não era cair era tocar o limite e voltar havia um caminho mas não levava ao início levava ao possível porque o início já não existia como antes ao meu lado alguém que um dia precisei salvar marcado por essa cena de precisar ser salvo mas agora ele flutua não por mim não só há um suporte que não me convoca inteiro e isso mudou o peso das minhas mãos deslocou o lugar que eu ocupava não era mais sobre força nem sobre dar conta de tudo não é mais preciso sustentar tudo era sobre encontrar e encontrei um atalho que não se vê com pressa um gesto simples uma passagem aberta então não é força não é repetição é atalho uma invenção do sujeito diante do impossível saí saímos e só depois percebi que nunca estive de...




